Tuesday, May 20, 2008

13.05.2008

“Pikena partilha”
Cai uma chuva miudinha, não muito fria, que dá um aroma ligeiro a terra molhada. Os passarinhos piam nos caniçais aqui ao redor. Um arco-irís desenha-se no céu, com todas as suas cores visíveis.

Avanço confiante para enfrentar o dia que se avizinha. Crunch (não o chocolate). Outro passo. Krek. Mais um. Krek. O olhar desce do horizonte e contempla. Uma verdadeira migração, embora a uma escala menor que a de… sei lá… gnus! Mas já haviam, pelo menos, três baixas naquela demanda! 3 corajosos caracóis  haviam tombado na árdua missão de atravessar o passeio! A vilã da história (eu mesma!) conseguiu destruir-lhes os sonhos de acasalar e reproduzir… 
Aqueles 3 pequenos seres podiam ter sido fundamentais para o ecossistema e eu, num curto espaço de 3 passos, destruí isso…

Enfim, nem que esteja a sentir-me culpada, vou é no comboio e não tenho nada para fazer…

[a brincadeirinha repetiu-se hoje! Aparentemente quando chove tenho de andar em pontinhas naquela zona...] 

Posted by Paty in 17:13:51 | Permalink | Comments (1) »

Monday, May 12, 2008

Acordo ortográfico

Partilho da opinião, por isso divulgo.

Acho que o Português que aprendi merece o “esforço”.

Cliquem AQUI!

(Este post foi quase quase plagiado daqui, mas acho que o autor do referido blog não se vai importar muito tendo em conta o objectivo maior)

Posted by Paty in 10:45:37 | Permalink | Comments (1) »

Thursday, April 10, 2008

25 years

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“And my life is still”

Esta música está intimamente ligada a um local, a uma época, a um ruído de fundo de miúdos a jogar futebol num campo de terra batida, com umas balizas decrépitas que eram defendidas aguerridamente. Eu fazia parte desse maralhal que corria desenfreadamente atrás da bola, como se o amanhã não houvesse e os 25 anos estivessem a anos-luz de distância. Curiosamente… não estavam!
Mas do alto da minha inconsciência feliz de quem não sabe bem o que quer, achava que aos 25 ia fazer exactamente o que queria e ia ter uma vida organizada de adulta! Porque afinal, 1/4 de século era mais do que tempo suficiente para resolver aquelas questõezitas burocráticas, não?

Big mistake!

De algum modo estranho, o tempo passou e enrolou-se sobre si, em voltas e revoltas complicadas e, agora com 25 anos, sinto-me a mesma criança que jogava futebol mas desta vez com a certeza que o tempo não chegou. E que antes tinha mais certeza do que seria (ou queria ser) do que agora.
Possivelmente dei algum pontapé certeiro nas resoluções e estas ficaram fora de jogo!
Secalhar o ritmo de vida abrandou um bocadinho. Não só para mim, mas globalmente, e agora é muito mais difícil estabilizar…

Será que é possível sabermos com certeza aquilo que queremos ser? Sem excluir uma série de opções? E, acima de tudo, sem descartar a hipótese que teria sido a certa para nós… Porque acredito que existam escolhas mais acertadas (ou certeiras) que outras. Que nos levam num caminho favorável. E  também acredito  que quando  as rejeitamos (por alguma ironia do destino ou simples má escolha) acabamos por ter a vida um bocadinho mais dificultada.
O certo é que vamos adiando e adiando as escolhas. Ao ponto de já nem conseguirmos descortinar as opções que temos.
E estou a globalizar porque não quero acreditar que era a única a ouvir esta música e pensar que com 25 anos seria uma mulher adulta a não uma criança crescida!
A questão é (ou questões…):
 - Se não conseguimos ver as opções que temos como raio vamos conseguir decidir? Com base no que queremos fazer? E se esse for precisamente o caminho que não conseguimos ver?

Posted by Paty in 22:48:59 | Permalink | Comments (1) »

Tuesday, February 5, 2008

Sms I

“As vezes choras e ninguém repara nas tuas lágrimas… Às vezes sorris e ninguém percebe o teu sorriso… agora, quando te peidas… Fogo!!! Ninguém aguenta!”

Em primeiro lugar, o meu pedido de desculpas pelo termo “peidas”. Apesar de não ser propriamente bonito, fazia algum sentido. E era o que vinha na sms, pelo que o meu cérebro ficou por aí.

Mas ela foi postada aqui porque traduz uma coisa muito real: a maior parte das nossas tristezas e alegrias acabam por passar sem registo, enquanto que as nossas falhas, gafes, imperfeições… são tantas vezes notadas e ampliadas até à (nossa) exaustão.

E darmos mais atenção aos sorrisos e às lágrimas e deixarmos o resto de lado, que tal?

Posted by Paty in 22:16:13 | Permalink | Comments (2)

Friday, October 19, 2007

Time out

Porque há alturas em que é bom sermos livres e pensarmos que podemos controlar a nossa vida e o que fazemos, bem como quando e com quem…
Posted by Paty in 21:57:16 | Permalink | Comments (4)

Friday, September 14, 2007

Publicidade brasileira… do melhor!!!

Posted by Paty in 12:37:18 | Permalink | Comments (8)

Saturday, August 11, 2007

Acordou e não se sentia bem. Tinha um aperto no peito e pensou por instantes que a noite não o tinha ajudado. O mal estar continuava.

A mulher viu o ar dele e não esperou mais: ligou para os bombeiros! No hospital iam perceber o que se passava com ele! A idade já não lhes permitia o “deixar andar”.

No quartel de bombeiros o telefone tocou e alguém atendeu. Pouquissimo tempo depois saiu uma ambulância em direcção ao chamado. 

Alguns Km’s depois a ambulância embateu num camião que entrava na Nacional.

O condutor não resistiu aos ferimentos. Alguém que dedicara grande parte da sua vida a ajudar os outros não teve como ser ajudado.

No dia seguinte o sr. que se tinha sentido mal entrou no café do bairro, o mal estar era mesmo só isso… 

Este post pode não fazer sentido, mas o bombeiro andou comigo na escola. Conheci-o aos nossos 10 anos. Brincámos juntos. Ele era o namorado da minha melhor amiga. 

Tinha a mesma idade que eu. E morreu.  

Posted by Paty in 23:28:05 | Permalink | No Comments »

Tuesday, June 26, 2007

Fernando Pessoa

 

Nada como usar palavras de quem sabe efectivamente escrever…

Posted by Paty in 20:33:44 | Permalink | Comments (6)

Tuesday, May 29, 2007

Até para o ano…

Acabou mais uma feira de Maio!

Como li num blog conhecido são os 5 dias mais aguardados pelos azambujenses. E já passaram… Mas eu, como boa (?) Azambujense que não sou, este ano passei um bocadinho à margem da feira… tirando talvez ontem! Não resisti a ir espreitar a última largada da feira… E não houve quem me arrancasse de onde estava sem ser feita a recolha (nem vou comentar que só sob tortura é que me apanhavam na rua com os toiros ainda por lá…)! E ainda vi um Sr. a ser levado para a ambulância na maca… Pelos vistos (coisa altamente comprovada) álcool e escalada (entenda-se por escalada subir para um sítio alto e protegido de investidas do toiro - há um nome para para aquilo que o Sr. acabou por não escalar, mas como não tenho a certeza de como se escreve e a www não me está a ajudar, vou deixar assim que ando a dar erros demais para o meu gosto… ortográficos, refira-se!… deve ser da convivência com o meu DG e outros que andaram na mesma escola que ele) não são compatíveis e a queda foi para o lado errado… A areia amorteceu a queda… e o bicho foi lá ver o que se passava…

E no meio destes parênteses todos perdi-me! Enfim: revi amigos, comi um torricado (um bocadinho tarde, é certo, mas seria o esperado nas tasquinhas) e despedi-me da feira com o fogo de artifício da meia-noite! Claro que o cheiro da pólvora tentou perseguir-me, mas algures entre o banho e a Frize limão para a má disposição lá o despistei… (pergunto-me como terão ficado os níveis do ar depois daquilo…).

Fico à espera da próxima! E a ver se na próxima vejo pessoas que não vi nesta (Artemysa…)! ;)

Posted by Paty in 13:17:26 | Permalink | Comments (10)

Wednesday, May 9, 2007

Tempo de mudanças

Deitou-se com aquela sensação chatinha de que algo estava mal. Mas que não sabia bem o que era. Nem se preocupou muito: o dia tinha sido demasiado longo e cansativo para isso! Caiu naquele sono pesado e difícil de quem tem muitos pesadelos. Não acordou durante a noite, mas também não descansou. O toque do despertador encontrou-lhe umas olheiras fundas e cinzentas de quem não dorme há muitos dias. Não houve corretor suficiente para operar o milagre… E a sensação estava lá à mesma, escondida novamente pelo cansaço.

Ia passar, passava sempre…

O dia passou como todos os outros, com as mesmas questões de trabalho. Os mesmos problemas. Sim, porque os problemas são sempre os mesmos, só mudam mesmo de proveniência ou natureza ( e isto é suficientemente ilógico para ser verdadeiro!). As dúvidas foram as mesmas, porque ainda ninguém (nem ela própria) se tinha dignado a tentar arranjar-lhe respostas. Chegou o final do dia e voltou para casa. E desta vez a sensação atropelou-a sem ela esperar. Foi subindo, subindo (agora de onde vinha é um mistério, seria das entranhas? - seja lá isso o que for) até que se condensou na garganta. E ela gritou! Gritou como se disso dependesse a sua vida. Gritou, chorou e voltou a gritar. Em público. Com transeuntos admirados a olhar. Poucas pessoas a tentar ajudar. Até que uma criança (sempre as crianças e aquela sinceridade estonteante) perguntou “mamã, que se passa com aquela srª, está triste?”. E ela percebeu que era precisamente isso! Levantou-se do chão, passou pela criança e lançou-lhe um grande sorriso. Obrigada! disse ela e o menino percebeu (os miúdos às vezes são tão mais espertos que os adultos) e sorriu-lhe de volta. “boa sorte” disse ele, e a mãe, que não tinha percebido, puxou-o para mais perto, para o afastar daquela louca que ali estava a passar.

De repente, aquela sensação má continuava lá, mas já tinha nome. E isso dava-lhe um novo ânimo de encarar a situação.

Na manhã seguinte, quando acordou, tinha uma andorinha pousada no umbral da janela. Só podia representar uma coisa: a Primavera chegara, havia um recomeçar que também se passava dentro dela.

Muitas vezes o primeiro passo para a resolução de um problema passa por perceber qual é efectivamente o problema. E a partir daí torna-se mais simples resolvê-lo!

E por isso é bom guardar dentro de nós aquele bocadinho de criança que nos ajuda a perceber o que está mal, para que esse mal que não identificamos não nos vá corroendo até só sobrar ele e nada de quem éramos antes.

Posted by Paty in 13:49:40 | Permalink | Comments (3)