Thursday, March 20, 2008

Duas vezes Plágio


Porque às vezes não encontramos outras ou melhores formas de dizer aquilo que pensamos:

Eu acho que tenho um problema porque sinto falta de amor
Ela tem amor, mas queixa-se de dores no estômago
Ele tem um estômago que funciona às mil maravilhas, mas está farto do trabalho
Ela adora o trabalho, mas diz que ganha mal
Ele ganha fortunas, mas não tem tempo para ir de férias
Ela tem tempo para ir de férias, mas não tem com quem
Ela tem com quem, mas não gosta do corte de cabelo
Ela tem um cabelo fantástico, mas diz que está gorda
Ele está em forma, mas odeia o ginásio
Ela queria ir ao ginásio, mas não tem dinheiro
Ele tem dinheiro, mas a namorada fartou-se, arranjou outro
Ela é fiel como um cão, mas já não gosta dele
Ela tem um casamento de sonho, mas bom mesmo era se tivesse mais filhos
Ela está à espera do primeiro filho, mas estar grávida é uma chatice pegada

Foi plagiado daqui, por sinal um blog bem interessante e que por isso vou colocar na lista à direita, e não eu não sou a primeira pessoa!…

beijos *

P.S. Depois de uma breve pesquisa na gettyimages, achei que esta era a mais ilustrativa e provavelmente mais bem aceite… ;-)

Posted by nikita at 18:36:02 | Permalink | No Comments »

Friday, February 2, 2007

Vozes

Sabia que algo se passava. Sentiu-o desde o preciso momento em que abriu os olhos na escuridão. Puxou o cobertor para perto do rosto. Devia ser só frio. Dormir mais um bocadinho que ainda dá. A voz de todas as manhãs. “Acorda que são horas!”. Os gestos mecânicos. A rotina. E a sensação continuava lá. Uma volta rápida pela casa. Beijinhos de bons dias. Cobertas ajeitadas. Interpretadas como doses inesperadas de carinho. Algumas passaram despercebidas pelo sono reinante. O que interessava é que estavam bem. Go on. A caminho para o trabalho admirou-se com o trâfego inexistente. Chegou a horas e conseguiu beber um café calmamente. Algo se vai passar. O Sol brilhava frio. Pessoas agasalhadas e apressadas passeavam-se pela rua. Conseguia vê-las da varanda. Gostava de ir para ali bebericar café e fingir que estava noutro sítio qualquer. Mais solarengo. Menos opressor. Olhou lá do alto. Atira-te. O café acabou. Voltar para dentro. Um telefonema inesperadamente esperado. Um sorriso que se desenhou involutariamente. Não vale a pena. Um encontro ao final do dia. Com amigos muito queridos. Estão bem. Garganhadas, (in)confidências. Momentos bons. Desiste. Casa, jantar. Ler aquele livro que se arrasta há meses na cómoda, esperando que o leiam. Para quê? O sono chega e vence. Uma boa noite de sono há-de arrastar consigo esta vozinha, sei que vai! Venci-te!

Posted by Paty at 13:06:33 | Permalink | Comments (4)