Friday, April 4, 2008

Dia de Verão

Tenho a agenda cheia de devaneios escritos em viagens de comboio (ao menos sempre tenho algo para escrever lá…) mas curiosamente, com o Sol aqui a aquecer-me a alma, não sinto nenhum deles, por isso não os posso postar! A ironia de não sentir posts daqueles hoje que estou num dia de calma! É que o Verão veio fazer uma visita a Primavera e o trabalho foi de fim-de-semana… Antes de mim, o que sempre permite um saltinho até este espaço!

Mas o dia de hoje tinha de prometer calma, afinal os deuses não podem estar assim tão contra mim!!! A noite foi curta para o que precisava de dormir e respirar, mas não tive grande remédio a sair daquele mundo de sonhos tão bom em que estava… Ele há sonhos maus. Há sonhos parvos. E há sonhos que sabem a realidade… Que deviam ser realidade, nem que fosse aos bocadinhos… Parace que ainda tenho o sonho comigo, apesar da realidade ter sido um bocadinho (o diminutivo não se aplica, mas apetece-me mais…) diferente…


(Que me desculpe a pessoa que não morre de amores pela espécie…)

Movin’ on!

O dia está tão lindo! Gosto tanto do Solinho que está lá fora… é que a única coisa que dá vontade é de sair daqui, pegar no popó, ignorar a tosse irritante e a ligeirissima falta de ar (eu não sei como é que o pessoal com asma aguenta, juro!) e ir para….

E aproveitar precisamente este momento. quando o Sol esta na linha do horizonte e a brisa corre fresca.  E areia com que brincamos e fazemos desenhos se pega aos dedos, a brincar aos dias de praia…

Posted by Paty at 17:01:51 | Permalink | Comments (7)

Tuesday, May 22, 2007

Wikipédia

“Hemeroteca (do grego heméra, que significa “dia”, mais théke, que significa “depósito” ou “colecção), refere-se a qualquer colecção ou conjunto organizado de periódicos (jornais e/ou revistas). Pode ser uma secção de biblioteca apenas reservada à conservação de material escrito deste género, a uma coleção temática de recortes de jornais e revistas ou mesmo uma base de dados, em suporte informático, com material proveniente deste tipo de publicações.”

Mais uma vez consultei esta conhecidíssima enciclopédia online. E ela respondeu ao que lhe tinha perguntado. Com maior ou menor rigor, a resposta estava lá.

Claro que como por lá andava resolvi fazer umas buscas extra…

Hoje antes de sair de casa, ouvi no noticiário da manhã alguém (leia-se ”um jornalista de um dos 4 canais de sinal aberto) dizer: “o biólogo Galopim de Carvalho”. E eis que sinais de alarme dispararam no meu cérebro! E não se deviam apenas à eminente queda em virtude de estar a calçar ambas as botas ao mesmo tempo, deviam-se sim a um bocadinho da bióloga em mim (foram 5 anos, mal ou bem sou bióloga!) estar a dizer que ele não o era! E como é que o sei? Porque o sr. é um conhecidíssimo geólogo (o homem dos dinossáurios)! Segundo consta (palavras dele), frequentou um ano de Biologia porque estava na moda, mas gostou tanto que se dedicou às vendas e só muito mais tarde (aos 27 anos) é que voltou aos estudos, com a verdadeira paixão - leia-se geologia! Mas com aquele comentário do jornalista… fiquei em dúvida e resolvi procurar! Wikipedia - Galopim de Carvalho. Resultados: 0! O choque… Mas ok, ainda ninguém achou o trabalho deste sr. suficientemente relevante para o incluir nesta enciclopédia online…

E já que estava por lá… procurei o nome de uma actriz que conheço (Artemysa, sabes de quem estou a falar, não?) e lá estava ela! Fico muito contente por isso… E com as páginas de texto corrido sobre o fenómeno Floribella…

Mas em termos de fiabilidade? E de relevância? E viva a WWW, que acabou por me dar as respostas que precisava!

Posted by Paty at 13:03:46 | Permalink | Comments (4)

Friday, May 18, 2007

Songs about love

“Far Away”

This time, This place
Misused, Mistakes
Too long, Too late
Who was I to make you wait
Just one chance
Just one breath
Just in case there’s just one left
‘Cause you know,
you know, you know

[CHORUS]
That I love you
I have loved you all along
And I miss you
Been far away for far too long
I keep dreaming you’ll be with me
and you’ll never go
Stop breathing if
I don’t see you anymore

On my knees, I’ll ask
Last chance for one last dance
‘Cause with you, I’d withstand
All of hell to hold your hand
I’d give it all
I’d give for us
Give anything but I won’t give up
‘Cause you know,
you know, you know

[CHORUS]

So far away
Been far away for far too long
So far away
Been far away for far too long
But you know, you know, you know

I wanted
I wanted you to stay
‘Cause I needed
I need to hear you say
That I love you
I have loved you all along
And I forgive you
For being away for far too long
So keep breathing
‘Cause I’m not leaving you anymore
Believe it
Hold on to me and, never let me go
Keep breathing
‘Cause I’m not leaving you anymore
Believe it
Hold on to me and, never let me go
Keep breathing
Hold on to me and, never let me go
Keep breathing
Hold on to me and, never let me go”

Porque todas as músicas de que me lembrei hoje são referentes a um mesmo tema. E porque esta tem uma sonoridade especial para mim. E porque sim.

Mas depois fiquei a pensar… (ou a tentar, que já não é mau de todo) Qual é esta obsessão com o amor? Ou melhor, que dependência de amor é esta que leva centenas de pessoas a escrever sobre esse tema (uma vez mais… há que juntar-me às estatísticas)? Será que são todos sobre romance? Ou incluem aquele amor que não pensamos quando empregamos a palavra? Aquele amor que sentimos pela família, pelos amigos, pela vida? Há músicas sobre isso, sim. Mas não são a maioria? E porquê? Porque as tomamos como coisas certas? 

É um devaneio… De vez em quando tenho uns…  

Posted by Paty at 12:42:32 | Permalink | Comments (4)

Friday, May 4, 2007

A relva é sempre mais verde do outro lado…

Porque há sempre algo melhor que o que temos. Porque se consegue sempre um bocadinho mais. A inconformidade com o atingido…

Ou a força motriz de avançarmos, de procurarmos coisas melhores e mais adequadas. Tentar melhorar, progredir, ser feliz!

É uma motivação boa, desde que não fiquemos obcecados!

Aquele momento em que se diz “é isto, estou feliz!” pode nunca chegar, mas temos de estar dispostos a lutar por ele e, acima de tudo, a reconhecer que chegou! Ou que passou, que é coisa que também acontece…

Posted by Paty at 12:16:10 | Permalink | Comments (4)

Wednesday, March 21, 2007

Histórias de desencantar - o regresso

Era uma vez uma menina muito linda e pequenina a quem chamavam Polegarzinha. Que mais não era que uma pirralha de 13 anos que vivia numa zona mesmo, mas mesmo muito, má e não tinha piolhos!

A Polegarzinha um dia estava a dormir na sua flor quando veio uma rajada de vento muito forte que a levou para longe. Também há uma versão de um sapo que a queria casar com o filho e tal, mas não é nada disso! A casa em que a miúda vivia foi demolida por estar ilegal e ela foi entregue à segurança social…

Teve uma sorte descomunal e caiu num reino encantado em que encontrou um principe que se apaixonou por ela e casaram. Nem vou falar do destino da menina… Deixo ao vosso critério!

Cada um pinta o mundo com a paleta que tem. Por mais misturas que faça as cores que surgem são sempre nos mesmos tons. Que oscilam de acordo com uma série de factores. Talvez o quadro que fosse pintar fosse um bocadinho negro demais para a paleta que tenho. Porque não preciso. Porque não sou assim. Porque não quero que seja assim. Há momentos em que deixamos de ser nós próprios. Porque mudamos, porque mudam… É normal. Já o debati. Internamente e não só. O post anterior é disso prova. Não era sobre isto que queria escrever. Mas foi isto que saiu! Devia preparar uns posts decentes não é? Pensá-los e só os escrever quando achasse que estavam prontos! Mas não! Insisto em editar aquilo que me vai surgindo no momento…

Mas hoje não resisti mais… Sentia isto tão sozinho de mim… Acontece!

Posted by Paty at 12:54:50 | Permalink | Comments (1) »

Tuesday, March 6, 2007

E agora?

Na longa tradição deste blog (não tão longa assim, nem com um cunho tão típico como o de tradição) habituámos (sim, porque isto não é uma coisa só minha, há mais loucas por aí!) o público (que eu desconfio se conte pelos dedos de uma mão, mas isso agora não interessa nada, porque conta é a qualidade!) a:

  • falar de aves (coisa que não acontece há um tempo descomunal)
  • descrever aquela doença que denominámos estupidez crónica (da qual continuo fielmente a dar exemplos significativos!)
  • falar da nossa vida só porque sim (sou craque)
  • falar de cinema e eventos (para fingir que tentamos cultivar-nos… ou só que gostamos de cinema e afins…)

De um blog que intencionava ser uma forma de partilhar a experiência ornitóloga das suas fundadoras evoluiu para um diário/agenda/caderno de notas…

A vida (dizem que…) é feita de mudanças. Que é isso que a faz avançar e evoluir. Este blog mudou. E quem o escreve também. Para melhor? Discutível. Mas acima de tudo irreversível. Porque aquilo que fazemos, escrevemos, dizemos… não se muda, assume-se e pronto! E depois há que lidar com as consequências. Sim, porque crescer também tem dessas coisas, não é só vantagens (que as há e são algumas!… embora de momento não me lembre de nenhuma...). Engraçado como com o decorrer dos anos aprendemos a lidar com as consequências dos nossos actos. Deixam de nos “aparar os golpes” e temos de  nos enfrentar. Sim, porque ninguém me convence que a incapacidade de assumir os erros, ou de lidar com as coisas, é no fundo medo de lidar consigo próprio (isto diz-se?) e de perceber até que ponto somos humanos ou falíveis.

Não sei bem se sei lidar com os meus erros. Sei sim que odeio errar. Seja em que campo for. Sei que é humano, mas que se lixe, não quero ser humana nesse ponto. Não é para poder atirar a primeira pedra que o quero, mas sim para não ter de me enfrentar. Porque no confronto fico sempre a perder comigo. Sou uma adversária cruel demais para mim própria… (Deve ser por ser uma paspalha com os erros de outros…) Tudo isto porquê? Não sei ao certo. Em tempos idos escrevia cartas. Escrevia em blocos de notas este tipo de pensamentos que me ocorrem só porque sim. Escrevia num “diário” (mesmo que fosse com uma frequência mensal…). Gosto do som da caneta no papel. Gosto de a ver deslizar e das palavras ficarem lá gravadas. Mesmo que com erros, gralhas, incoerências. Gosto de ler o que pensei. Para ver quem sou. Porque sou uma pessoa diferente em cada texto (passo o exagero da atribuição do nome texto ao que escrevo) que passo para o papel… ou para o teclado, que é a nova versão.

Cada vez mais custa pegar numa caneta e escrever. Olhar para o ecrã e deixar as mãos correrem (não tão velozes quanto deveriam) pelo teclado. Porque no fim, mesmo que ignore todas as gralhas e incorrecções ortográficas, vou ler-me. E não me vou reconhecer. E vou pensar que foi uma desconhecida que escreveu tudo aquilo. Que as minhas amigas vão ler. E vão perceber que não sou ninguém, ou pelo menos uma desconhecida… E vocês, as resistentes que leem, não merecem isso! Merecem a Paty de antes. Aquela que eu acho que um dia fui e que se perdeu por aí, numa qualquer encruzilhada. Que ficou sozinha a resolver um erro e que não se apercebeu que eu continuei…

Digo como defesa de mim própria que não é de todo boa ideia concentrarmos todas as nossas energias na resolução de um único problema, ignorando todo o universo em redor. Porque o resultado disso é, quase infalivelmente, que o problema subsista, e o universo continue o seu caminho e nos deixe para trás… bem como quem nos rodeia, nós próprios ou ambos.  Se temos um cérebro com cerca de 100 bilhões de neurônios  (organizados em agrupamentos chamados fibras nervosas, cada uma com 80 a 100 neurônios num diâmetro de 30-50 µm) como é possível que não consigamos resolver (e refiro-me a resolver mesmo!) mais do que um problema de cada vez?

Posto tudo isto, e agora que escrevi todas estas palavras, vou publicar-me e conhecer-me!  

Posted by Paty at 13:02:58 | Permalink | Comments (7)