Saturday, July 5, 2008

Tombos e afins

Escadas rolantes da estação de metro de Santa Apolónia. Final do dia. Um casal já idoso vem com um ar feliz, carregados de malas. A falarem das férias que se avizinhavam.
As restantes pessoas que passavam na estação levavam postas as suas máscaras de 6ª feira à tarde, depois de uma semana de trabalho.
E eis que se houve um som de algo a cair. Olhares em volta. A senhora caira à entrada das escadas rolantes. Pessoas que estavam próximas ajudaram-na a erguer-se. Ainda a senhora não estava bem recomposta da queda e já a saida das escadas rolantes lhe pregou uma nova partida…
Alguns momentos depois, após confirmar que a única coisa que a senhora tinha magoado era mesmo o seu amor próprio, comecei a pensar na metáfora que aquela imagem representava da vida de alguém: estamos a caminhar, a avançar. E depois damos um tombo. Daqueles que de uma forma ou outra nos magoam. Levantamo-nos, porque para a frente é que é caminho e felizmente há sempre uma mão que se estende. E ainda não estamos recompostos dos estragos daquele tombo e damos outro. E levantamo-nos… E tombamos…
E isto parece um ciclo um bocadinho idiota, não? A maior parte das vezes parecemos aquelas crianças que estão a aprender a andar, com a diferença que os nossos tombos são de pessoas que estão a aprender a viver.
Segui o meu caminho, com uma pequena passagem pelo café para morder o ambiente. Como não valia a pena segui em frente, entrei no comboio, liguei o MP4 (Out of reach, e juro que foi coincidência!) e encostei a cabeça ao vidro grafitado. A viagem de comboio ia começar, e eu podia aproveitar para só seguir o caminho sem ter de viver…
Posted by Paty in 12:20:25
Comments

3 Responses

  1. Anonymous says:

    ainda nem li o post, mas o q eu gostava era q as margens nao cortassem metade dos que escreves….
    bastard_o

  2. Ana Rita says:

    Dava jeito, é um facto…

  3. Anonymous says:

    Eu não sou de intrigas, mas consigo ver tudo o que escrevi…

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