Tuesday, May 20, 2008

19.05.2008

Novamente no comboio, de regresso ao lar depois de um extenuante dia de trabalho…
Pronto, talvez não tenha sido assim tão extenuante, mas como me sinto extenuada acho que posso construir a frase deste modo…

Há um rapaz mesmo giro apenas 12 bancos à frente!! Mas porque fiquei aqui? A ginástica que tenho de fazer para o ver é considerável, mas vale a pena! Triste é a srª que vai à minha frente pensar que vou com espasmos musculares ou assim…

Que grande conjunto de disparates! Nem que vá a olhar assim tão fixamente! (nota: a ausências das cerca de 15 pessoas que sairam agora melhorou consideravelmente o campo de visão). Vai a dormir, tão querido… não se baba nem nada! Ou então ia incomodado aqui com a desesperada a olhar!

Vou parar de escrever sobre o rapazinho-giro-que-vai-no-comboio-e-me-lembra-bué-o-Heath-Ledger! E cá estÁ! Após apenas algunas disparates cheguei ao ponto que queria: a morte deste actor!

Esta morte que refiro aconteceu há quase 4 meses (22.01.2008). Na altura não escrevi sobre ela, mas sinto que tenho de o fazer. E porquê? Porque sim, já que este é um espaço público de devaneios privados!

[21.05.2008]

A paragem na escrita foi inevitável. Não pela emoção com o relatado, mas com a chegada ao destino. Entretanto muitas outras coisas se souberam. Notícias menos felizes. Que essas sim não podem demorar 4 meses a ser mim comentadas, até pelo que fazem sentir e pensar.

1º adeus…
Já ouviram falar de histórias de pessoas mesmo corajosas? Fortes e determinadas, decididas a levar a vida que querem e que acham que merecem (e que na maior parte das vezes merecem mesmo?). Tive o privilégio de conhecer uma pessoa assim. Uma srª lutadora que aos 57 anos resolveu ser feliz. Largou uma situação muito má e partiu rumo a um destino melhor. Emigrou para um país diferente, com uma língua que não conhecia. Não optou por um caminho diferente de milhares de emigrantes portugueses, mas esta srª fazia-o como adulta de 57 anos, deixava para trás um casamento falhado e um filho criado. Por terras estranhas conseguiu encontrar o seu caminho e ser feliz, vencendo preconceitos e barreiras.
Quando, 40 anos depois, o destino lhe levou o companheiro escolhido, possivelmente sentiu que precisava de se despedir dos seus entes queridos que não a tinham acompanhado, mas que nunca tinha abandonado. E regressou, fraca mas ainda com vontade de reviver cenários e situações feizes no sitio que a viu nascer.
Infelizmente, o espírito não conseguiu vencer o corpo e acabou por nos deixar. E agora regressa para o sítio em que decidiu recomeçar.
Assim escrito não parece nada de extraordinário, mas para quem a conheceu, a força que emanava daquele corpo franzino e cansado fazia acreditar numa eternidade que não se verificou.
Mas quando explicamos a alguém que ainda não entende bem o conceito de morte que não vai voltar a ver a bi, podemos dizer com convicção que ela está céu, porque se ele existir, ela tem de estar lá, a velar pelos que cá ficaram. Com asinhas de anjo a combinar com o sorriso.

2º…
Porque as más notícias não gostar de viajar sós.
Carro a circular. Lá dentro uma mãe com o seu filho mais novo (24 anos) e com o seu marido. E eis que as estatísticas aumentam e dá-se o acidente. E mãe e filho não sobrevivem.
E esse jovem, mais novo que eu, deixa de viver. Quantas coisas não terá deixado de fazer? Quantas palavras não foram ditas, quantos gestos foram reprimidos? Quantos momentos bons e maus foram perdidos?
Sei que não é uma situação nova, que milhares de pessoas morrem todos os dias, algumas mais jovens ainda. Mas (felizmente) não pessoas que eu tenha conhecido nalgum momento da minha vida. Não pessoas de quem eu conheça a família.
Bem sei que vivo numa redoma e que tenho uma vida dita “feliz” (pela qual fico muito grata e que cada vez mais estimo). E isso torna-me mais criança em relação a estas situações. E espero nunca me habituar a elas. Porque isso seria apenas banalizar algo que, sendo natural, não pode passar sem uma certa dose de mágoa e de luto.

Nestes momentos, por muito cliché que seja, dá-se mais valor à vida. Temos mais vontade de fazer coisas que antes iam ficando em espera até “um momento oportuno”. A morte é possivelmente o maior elogio à vida.

E agora que contei estas situações menos tristes, sinto-me um bocadinho idiota por deixar aqui o tributo a morte do actor supra-citado. Porque neste contexto ele fica muito para trás.

Mas como foi o inicio do post (mais ou menos), deixo uma música que é uma homenagem “universal”.

Desculpem pelo desabafo…

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Posted by Paty at 17:33:54 | Permalink | No Comments »

13.05.2008

“Pikena partilha”
Cai uma chuva miudinha, não muito fria, que dá um aroma ligeiro a terra molhada. Os passarinhos piam nos caniçais aqui ao redor. Um arco-irís desenha-se no céu, com todas as suas cores visíveis.

Avanço confiante para enfrentar o dia que se avizinha. Crunch (não o chocolate). Outro passo. Krek. Mais um. Krek. O olhar desce do horizonte e contempla. Uma verdadeira migração, embora a uma escala menor que a de… sei lá… gnus! Mas já haviam, pelo menos, três baixas naquela demanda! 3 corajosos caracóis  haviam tombado na árdua missão de atravessar o passeio! A vilã da história (eu mesma!) conseguiu destruir-lhes os sonhos de acasalar e reproduzir… 
Aqueles 3 pequenos seres podiam ter sido fundamentais para o ecossistema e eu, num curto espaço de 3 passos, destruí isso…

Enfim, nem que esteja a sentir-me culpada, vou é no comboio e não tenho nada para fazer…

[a brincadeirinha repetiu-se hoje! Aparentemente quando chove tenho de andar em pontinhas naquela zona...] 

Posted by Paty at 17:13:51 | Permalink | Comments (1) »

Sunday, May 18, 2008

Agora é que é!

Há uns anos (xiiiiiiiiiiiiiiiiiii) atrás, recordava-me aqui de uns desenhos animados lindíssimos que me marcaram imenso e que ainda hoje me deixam com nostalgia… As Fábulas da Floresta Verde!

E agora, graças ao sagrado YouTube Innocent , fica aqui mais uma achega na minha obsessão:

alt : http://www.youtube.com/v/5fQsYbH5Wb8&hl=en

Digam lá que não gostaram?!

Posted by nikita at 00:22:37 | Permalink | Comments (1) »

Thursday, May 15, 2008

Devaneios vizinhos

Mais uma fatia de derivações alheias cheias de piada:

Guia de Campo


Aceitam-se apostas quanto à autoria do blog!

(link na lista à direita)

Posted by nikita at 17:43:11 | Permalink | Comments (1) »

Monday, May 12, 2008

Acordo ortográfico

Partilho da opinião, por isso divulgo.

Acho que o Português que aprendi merece o “esforço”.

Cliquem AQUI!

(Este post foi quase quase plagiado daqui, mas acho que o autor do referido blog não se vai importar muito tendo em conta o objectivo maior)

Posted by Paty at 10:45:37 | Permalink | Comments (1) »

Saturday, May 10, 2008

Cirque du Soleil

É um sorriso que se nos desenha no rosto nos primeiros minutos e que nos acompanha em todo o espectáculo.
É no intervalo ver a felicidade em rostos vizinhos, os elogios que não se conseguem conter, porque é tudo demasiado grandioso para ser calado. O intervalo não é para descansarmos, é para se poder verbalizar tudo o que se calou naquela hora. Aquilo que as palmas ininterruptas testemunham: uma magistral interpretação dos artistas, o profissionalismo, o amor pelo que se faz, pela arte… E a satisfação de ouvir o reconhecimento do seu trabalho, o clap-clap que não parava e que os chamava a voltar ao palco outra vez… e outra…
É sairmos a falar do que tinhamos visto, olhando nos olhos de perfeitos estranhos, partilhando uma compreensão mútua pela admiração merecida pelo que acabou de ser visto, sentido, ouvido…

Devem ser poucas as pessoas que nunca viram um show destes artistas na TV, geralmente na época natalícia. Mas sem dúvida, a magia partilhada naquela tenda gigante, com mais 2500 pessoas…É inenarrável.

A ver e rever!

(Para mais informações: http://www.cirquedusoleil.com/CirqueDuSoleil/pt/showstickets/quidam/intro/intro.htm)

Posted by Paty at 23:46:32 | Permalink | No Comments »