Amores e desamores da literatura portuguesa
Pedacinho do livro que acabei de ler “Os mistérios da estrada de Sintra”: Mas por outro lado, era justo que eu, tendo sacrificado por ele tudo, desde o pudor íntimo até à honra social, fosse agora arremessada como uma luva velha?
Não, isto não deve ser; o amor não é uma criação literária, é um facto da natureza: como tal produz direitos, origina deveres. E os direitos do amor não os abdico.
Pois quê! Por causa da outra! Hei-de dar tamanha consideração às lágrimas que choram dois olhos alheios, que nunca vi, que estão a 200 léguas de distância e não hei-de apiedar-me das minhas lágrimas, que escorrem aqui na minha face, e que eu aparo na tremura das minhas mãos! Eça de Queiroz e Ramalho Ortigão, sempre tão actuais. Susanita